
Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor…
E sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão…
Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não…
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar…
Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor…
Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão…
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar…
E de repente nos deparamos com a vida querendo brincar de gato e rato.
Começamos a cantar na esperança de que realmente “Quem canta seus males espanta”.
O tempo vai devagar derrubando os sonhos, os cabelos, os dentes, as pálpebras.
A idade avança, derruba e nos resta apenas lembrar.
E então eu canto novamente…
Eu amava como amava um cantor, de cabaré, de lua e flor!
Tenho cantado!

