A credulidade humana no que se refere aos contos do vigário parece não ter limite, e há bastante tempo é campo de estudo que observo com interesse, por ser quase o oposto do conceito de efetividade: o esforço da vítima contribui para o sucesso do golpista, contra ela.

No ramo dos chamados “contos do vigário”, o que se percebe é que raramente a credulidade atua sozinha: eles funcionam tão bem porque conseguem quase sempre (há exceções!) aliá-la à exploração de alguma vulnerabilidade ou fraqueza moral, e em muitas vezes a vítima cai porque se deixa seduzir pela aparente oportunidade de:
- levar vantagem sobre alguém desinformado,
- receber uma recompensa desproporcional,
- ganhar um prêmio a que não fez jus,
- comprar um objeto mais barato que seu valor de mercado,
- obter retorno impossível sobre um investimento,
- pegar um empréstimo a juros impossivelmente baixos,
- ganhar salário sem trabalhar,
- comprar algo que tem todas as características de produto de furto ou outro crime, e similares.
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