E parecia coisa de criança, brincadeira pra passar o tempo. Parecia mesmo é que no intervalo de uma aula e outra eu estava apenas inventando coisas pra passar o tempo.
Não olhava em seus olhos, não ouvia sua voz, não via seu sorriso… Apenas queria um pouco de atenção. E mesmo me evitando ela sabia me dar a atenção que eu buscava.
E tantas palavras foram soltas, despregando dos dedos, entre um bate-papo e outro e foi surgindo, devagar foi surgindo nosso amor.
Não é um amor que manda flores, mas sim um amor que declara;
Não é um amor que jura ser pra sempre, mas um amor que trabalha pelo futuro;
Não é um amor doentio, mas que adoece o coração pela saudade.
É um amor que dá colo, que passa a mão no rosto. É um amor que discute, chateia, mas com um olhar, uma palavra, um simples “oi” tem o perdão estampado nos olhos.
É um amor que chora na despedida, que sorri na chegada.
É brincar de pega-pega, é contar estórias pra não dormir, é sentir calor e frio e querer em todo momento estar juntos.
É dar tapas, é apertar, é ameaçar… Ameaças com beijos, ah, estas ficam mais doces que chocolate.
É querer a loucura, porém não ser louco o suficiente pra cometer todas que vem à cabeça.
Esse é nosso amor. Um amor como tantos outros amores, mas que eu não trocaria por nenhum outro.
Veja também: Eliane é assim, Papo a Dois


