Um amigo meu de nome João* conta que certa vez estava voltando de Goiânia para a cidade onde morava, Fazenda Nova, quando começou a conversar com uma menina.
Como ambos já se conheciam o papo fluía bem, até que o amasso começou, aproveitando que estavam em poltronas mais ao fundo do ônibus.
Eram beijos e abraços, carinhos e carícias e a coisa foi esquentando.
Iam no balanço do “busão” curtindo o momento.
Só que, segundo meu amigo, a menina não tinha lá uma lataria muito boa, ou seja, era feia pra rapar com a faca.
Como ele era adolescente e o que fala mais alto são os hormônios, na hora de começar o rela rela ele nem se importou com a aparência da garota, mas já chegando perto de sua cidade ficou com medo de a menina chamá-lo pra namorar.
Diante desse medo, João começou a pensar em várias desculpas que pudesse usar quando a menina o chegasse na parede, ou melhor, na poltrona.
Nessa hora a mente viaja e as desculpas mais esfarrapadas surgem e quanto mais o ônibus se aproximava do destino mais desculpas surgiam.
Então, em dado momento a menina o abordou dizendo:
- Vamos mais pra frente?
Ele mais que depressa argumentou:
- Não, ainda não penso em namorar… Sou novo. Quero estudar primeiro e só depois começar a namorar.
A menina com cara de quem era dona da situação retrucou:
- Estou dizendo pra gente ir pra frente no ônibus, sentar nas poltronas mais a frente.
Meu amigo com muita vergonha atendeu ao convite, mas quando o ônibus
parou foi embora de cabeça baixa sem olhar pra trás.
Depois dessa, cortava volta da menina para não ter que encará-la novamente.
*João é nome fictício.

