Pensamentos, Política

Meritocracia na Educação

Tem se falado muito que a qualidade de ensino no Brasil anda de mal a pior e que a situação vem piorando nas últimas décadas. Pensando nisso, recordo dos tempos de minha alfabetização, período que considero mais importante na formação de um aluno. Minha turma foi alfabetizada pelo método tradicionalista chamado CBA e acho que muitos dos leitores já foram alfabetizados nesse método ou pelo menos já tiveram notícias dele.

Considero que minha alfabetização foi de uma grande excelência, pois a partir daí, nem eu nem meus colegas de classes do então primário não tiveram problemas com regras básicas de ortografia. Com o passar dos anos, esse método tradicional, o qual visa o aprendizado através da repetição foi substituído em algumas escolas pelo método construtivista, aonde a criança deve construir sua formação a seu ritmo e o professor é apenas um mediador do conhecimento. Este método também proclama que o aprendizado deve ser obtido através de experiências praticas.

Agora, como uma criança criada nos trópicos conseguira entender a existência de neve através de uma experiência prática? Impossível.

Acredito que realmente o ensino brasileiro está capenga. Prioriza-se muito a alfabetização e formação de alunos no ensino médio em quantidade, não em qualidade. Há uma meta de quantidade de alunos alfabetizados, mas a meta qualitativa dessa alfabetização é mínima. No atual cenário, muitas escolas se dizem construtivistas e limitam a atuação dos professores que queiram ensinar em métodos comprovadamente eficientes, o que faz que tanto os professores quanto os alunos fiquem perdidos em sala de aula.

Vale lembrar também que o nível de conhecimento dos professores vem piorando a cada ano. Esse raciocínio é justificável, visto que como a remuneração de um docente, no geral, é inferior a de muitos profissionais. A formação superior nessa área é pouco atraente e candidatos melhores preparados intelectualmente preferem se formar em cursos com salários mais pomposos, tornado a licenciatura em uma das últimas opções dos vestibulares. Sabe-se que apenas 4% dos docentes do ensino fundamental se especializam em sua área.

Uma das alternativas para mudarmos este quadro, seria a aplicação da meritocracia na educação, ou seja, estipular metas de ensino às escolas e a remuneração dos professores seria maior ou menor, dependendo do desempenho dos alunos em exames aplicados periodicamente nas escolas. Essa opção vem se mostrando eficiente no Estado de São Paulo melhorando a educação dos alunos, apesar da manifestação contraria de sindicatos classistas os quais acham que a remuneração dos professores deve ser linear e progressiva.

Penso que esta seja uma alternativa louvável, pois aqueles professores que querem apenas receber seus salários mensais, sem um comprometimento com a qualidade do ensino, tendem a se enquadrarem à remuneração pelo mérito ou irão procurar outra profissão.

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  • Flaviane

    Assino em baixo! Mexendo no bolso, a coisa concerta.

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