Pensamentos, Reflexões

Vulpes

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Hoje tentei fazer uma oração. Enquanto resmungava umas tentativas de palavras, meu corpo contorcia de desespero.

Minha fé incerta me desmonta diante dos deuses e me deixa nu.

Quero cantar e não tenho músicas, quero rir e não tenho motivos, quero chorar e não tenho lágrimas, quero sim e tenho um não.

Ao entardecer sinto-me caçado, sinto me farejado ao longe.

É como se eu fosse buscado para ser escondido até o momento certo da salivação.

A maciez arrepiante de sua pele confronta com a sua vontade de me devorar, alimentando-te por dez anos ou talvez por um dia.

Um menino diante de seu predador, que não alimenta de sua carne e sim de sua mente eloquente.

Sim, eu quero!

Não, não quero!

Diante da uva madura que desejo, porém inalcançável a desprezo, tal como a lenda.

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