Toca Raul! – Por toda minha vida

Imagem - Blog TV, Cinema e Música
Já virou brincadeira a expressão Toca Raul!
Artistas gravam músicas falando do tema (Ouça Pedra Letícia - Eu não Toco Raul), jornais e revistas sempre que tem a oportunidade falam sobre o bordão. E em todo o lugar que tem alguém tocando alguma coisa sempre terá aquele que grita: TOCA RAUL!, seja onde se toca sertanejo, pop, rock, axé, etc...
Raul Seixas é considerado o pai do Rock no Brasil. Entre seus altos e baixos, 20 anos após sua morte ainda há uma legião de fãs que cantam e recantam suas músicas, sejam elas as mais conhecidas ou aquelas que nem pensamos que exista.
Alguns dizem que isso é saudosismo, que é valorizar o artista depois de morto, mas pra mim é simplesmente amar o que é bom.
O bom é eterno, ainda mais quando nos deparamos com a qualidade das músicas hoje, onde poucas estão se salvando.
Abaixo, uma lista de reprodução com o programa Por Toda Minha Vida da rede Globo, onde basta clicar pra carregar os vídeos e todos serão reproduzidos em sequência.
PS.: Em alta qualidade.
Vídeo postado pelo usuário brasildigitaltv no Youtube
Agradecimentos:
À Rede Globo que exibiu essa grande homenagem ao mestre Raul Seixas;
Ao usuário do Youtube Brasil TV Digital e ao Youtube que nos permite guardar essa relíquia pra posteridade.
Viver II
Me deparando com esta frase comecei a analisar quantos sonhos temos e eles não são realizados. Consequentemente refletir sobre a frase me fez pensar: Será que sonhamos exageradamente o impossível, ou a vida é extremamente dura para se sonhar?
Os sonhos de nós muitas vezes são tirados por pessoas que não percebem a impiedade que fazem. E fazem como quem tira o pão de um faminto.
E quando queremos alguém pode nos dizer que estamos querendo demais, mesmo quando temos a certeza que apenas queremos o que nos é permitido, nos é de direito.
Porém não só de sonhos se vive a vida, mas de amizades, afinal de contas, novamente citando Raul Seixas, sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.
Quantas amizades ao longo da vida fazemos e de repente os caprichos do viver nos afastam dessas pessoas. Porém as memórias nos levam a cada abraço, a cada conversa, a cada besteira feita juntos e assim a amizade prevalece, guardada onde os sentimentos mais belos são guardados e sempre que podemos vamos lá, revirar o baú e sorrir com as lembranças.
E a vida com seus caprichos não nos deixa realizar o que planejamos quando crianças. Ela vai nos ensinando que viver não é ter tudo o que desejamos, mas sim é lutar pra conquistar. Ensina que temos que fazer como diz a canção (novamente do Raul): "...levante suas mãos sedentas e recomece a andar, não pense que a cabeça aguenta se você parar...".
Diante de que viver é fazer e não esperar (Geraldo Vandré, pra não dizer que não falei de flores), talvez estejamos jogando *pérola a porcos, gastando nossa vida, nosso tempo com o que não é de proveito, com o que não edifica e muito pior, com o que a destrói.
Talvez estejamos sonhando demais e agindo de menos. Ou então, estejamos reclamando demais e não buscando mudanças. E o pior, talvez queiramos os louros da vitória mas não o ardor da luta.
*MATEUS 7:6Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.
Entre Amigos – Metrô Linha 743
Cristiano Diz:
- O que será que o cara usou pra fazer essa música?
Belchior Responde:
- Uai. Coca-cola com gelo e limão!
metrô linha 743
Composição: Raul Seixas
Ele ia andando pela rua meio apressado
Ele sabia que tava sendo vigiado
Cheguei para ele e disse: Ei amigo, você pode me ceder um cigarro?
Ele disse: Eu dou, mas vá fumar lá do outro lado
Dois homens fumando juntos pode ser muito arriscado!
Disse: O prato mais caro do melhor banquete é
O que se come cabeça de gente que pensa
E os canibais de cabeça descobrem aqueles que pensam
Porque quem pensa, pensa melhor parado.
Desculpe minha pressa, fingindo atrasado
Trabalho em cartório mas sou escritor,
Perdi minha pena nem sei qual foi o mês
Metrô linha 743
O homem apressado me deixou e saiu voando
Aí eu me encostei num poste e fiquei fumando
Três outros chegaram com pistolas na mão,
Um gritou: Mão na cabeça malandro, se não quiser levar chumbo quente nos cornos
Eu disse: Claro, pois não, mas o que é que eu fiz?
Se é documento eu tenho aqui...
Outro disse: Não interessa, pouco importa, fique aí
Eu quero é saber o que você estava pensando
Eu avalio o preço me baseando no nível mental
Que você anda por aí usando
E aí eu lhe digo o preço que sua cabeça agora está custando
Minha cabeça caída, solta no chão
Eu vi meu corpo sem ela pela primeira e última vez
Metrô linha 743
Jogaram minha cabeça oca no lixo da cozinha
E eu era agora um cérebro, um cérebro vivo à vinagrete
Meu cérebro logo pensou: que seja, mas nunca fui tiete
Fui posto à mesa com mais dois
E eram três pratos raros, e foi o maitre que pôs
Senti horror ao ser comido com desejo por um senhor alinhado
Meu último pedaço, antes de ser engolido ainda pensou grilado:
Quem será este desgraçado dono desta zorra toda?
Já tá tudo armado, o jogo dos caçadores canibais
Mas o negócio aqui tá muito bandeira
Dá bandeira demais meu Deus
Cuidado brother, cuidado sábio senhor
É um conselho sério pra vocês
Eu morri e nem sei mesmo qual foi aquele mês
Ah! Metrô linha 743
É, também já tomei Coca-Cola com Limão e Gelo.
Não fiquei tão doidão, mas confesso alguns devaneios.
Tenho sentido saudade!











