27 de dezembro, esperando!
E agora o peito começa a se apertar, como se a saudade o espremesse
forte.
Os olhos não conseguem direito enxergar.
O estômago está cheio mesmo eu não tendo me alimentado.
Eu queria cantar, mas não há canção que limpe de mim o que sinto.
Tudo que busco agora é olhar-te frente a frente, olhar teu rosto, olhar teu olhar.
Quero te ter no colo, menina, anjo, mulher...
Quero te ter nos braços e te ver adormecer.
Tantos desejos e mais saudade.
No prato, no garfo, na garganta. É como se te engolisse a cada vez que me alimento.
Sinto que meu alimento é nosso amor, é nosso amar, é você e eu.
Os pássaros cantam, um canto alegre que não condiz com meu semblante que está caído.
Não choro, não dou risadas, não comemoro, apenas espero.
Muitas horas, muitos dias, algumas semanas e um abraço me fará sentir o sagrado em meu corpo.
O sagrado que se faz profano na intimidade.
E não sou poeta pra fazer grandes obras, obras expressivas.
Não sou Camões ou Sheakspere.
Nosso amor não é impossível como Romeu e Julieta nem tão insensato quanto o poema de Camões.
É um amor de poesias, canções, de brigas, discussões.
Sonhos nos rodeiam, medos nos acompanham. Mas queremos sermos chamados marido e mulher.
E ao fechar os olhos adormeço querendo só acordar no nosso dia, no dia de eu não mais fazer poesias e sim te beijar.
Acordar quando não sentirmos mais saudade, só desejos e vontades.
Quando então nosso amor for de carne e osso, não só de palavras.
Quando enfim novamente eu te olhar nos olhos e dizer que te amo!
É só chuvinha no rosto, não é lágrima!
É só uma chuvinha que caiu no meu rosto, não estou chorando. 
As nuvens estão negras, viu?
É só uma chuvinha, não é choro!
Sopro
E quando eu quis chorar por ter acertado, me veio sua mão e pegou a minha.
Sua voz fez sucumbir minha tristeza e a saudade foi se esvaindo no escorrer das palavras.
Poema curtinho, estilo cosquenta
A Menina Feia da Ponte

Já que falei da Cidade de Aruanã/Go, vou falar agora da Cidade de Goiás (Goiás Velho ou Vila Boa).
Esta cidade é considerada Patrimônio Histórico da Humanidade, pois tem em sua arquitetura casarões velhos da época do Brasil Império.
Agora o que mais me intrigou em tudo foi o fato de uma amiga minha (não vou citar nomes pra evitar processos) ficar louca de vontade de tirar uma foto na ponte que fica em frente ao casarão antigo da Poetiza Cora Coralina.
Eu por não gostar muito de cidades históricas fiquei indagando os motivos de ela querer tanto estar na ponte, estar em frente a casa da Cora Coralina. Então, lembrei me de um poema de Cora que diz:
Goiás, minha cidade...
Eu sou aquela amorosa
de tuas ruas estreitas,
curtas,
indecisas,
entrando,
saindo
uma das outras.
Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha. (Para ler mais, clique aqui)
Acho que identificação. Sendo Cora a Menina Feia da Ponte, minha amiga se identificou com ela.
Tenho dito!








