Viver II
Me deparando com esta frase comecei a analisar quantos sonhos temos e eles não são realizados. Consequentemente refletir sobre a frase me fez pensar: Será que sonhamos exageradamente o impossível, ou a vida é extremamente dura para se sonhar?
Os sonhos de nós muitas vezes são tirados por pessoas que não percebem a impiedade que fazem. E fazem como quem tira o pão de um faminto.
E quando queremos alguém pode nos dizer que estamos querendo demais, mesmo quando temos a certeza que apenas queremos o que nos é permitido, nos é de direito.
Porém não só de sonhos se vive a vida, mas de amizades, afinal de contas, novamente citando Raul Seixas, sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.
Quantas amizades ao longo da vida fazemos e de repente os caprichos do viver nos afastam dessas pessoas. Porém as memórias nos levam a cada abraço, a cada conversa, a cada besteira feita juntos e assim a amizade prevalece, guardada onde os sentimentos mais belos são guardados e sempre que podemos vamos lá, revirar o baú e sorrir com as lembranças.
E a vida com seus caprichos não nos deixa realizar o que planejamos quando crianças. Ela vai nos ensinando que viver não é ter tudo o que desejamos, mas sim é lutar pra conquistar. Ensina que temos que fazer como diz a canção (novamente do Raul): "...levante suas mãos sedentas e recomece a andar, não pense que a cabeça aguenta se você parar...".
Diante de que viver é fazer e não esperar (Geraldo Vandré, pra não dizer que não falei de flores), talvez estejamos jogando *pérola a porcos, gastando nossa vida, nosso tempo com o que não é de proveito, com o que não edifica e muito pior, com o que a destrói.
Talvez estejamos sonhando demais e agindo de menos. Ou então, estejamos reclamando demais e não buscando mudanças. E o pior, talvez queiramos os louros da vitória mas não o ardor da luta.
*MATEUS 7:6Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.
Ter medo
Posso sim ter medo de mudar, medo de encarar o novo.
Posso sim chorar, gritar, espernear por não saber o que fazer.
Posso sim ter dois amores e quando for decidir qual deles vou acompanhar, sentir dor, ansiedade, angústia.
Posso ser homem e ainda assim querer uma mão pra me apoiar.
Não me questione se tenho medo, mas me ajude a decidir.
Decidir se continuo na minha rotina, com minha pacata vida interiorana, ou se mudo pra aventuras desconhecidas por meu ser.
Não é fraqueza ter medo, ter dúvidas.
Não é por não te amar que estremeço.
Não é por não crer em nosso amor que estou refletindo;
É simplesmente por eu ser homem, e como para todo homem, as renúncias são duras.
Tenho pensado!

Sem Sorrisos? Ria!
Tem dias que não adianta, seu humor tá do tipo "Fujam que estou chegando".
A vontade é de quebrar tudo, sair chutando o balde e a vaca também.
Já outros dias é mais fácil conviver com nós mesmos, nessas horas sentimos que o que passamos foi algo besta.
O que nos falta às vezes é a liberdade de sorrir, liberdade de se olhar no espelho e ainda que o mundo diga ao contrário você fala pra você mesmo: Uau, como você está lindo!
Espelho espelho meu, existe nesse mundo alguém mais empolgado que eu?
Ah, o importante é acreditar na vida, acreditar em si.
Proceda com fé em ti: antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;
Proceda com firmeza, antes que Eclesiastes 12 esteja contigo!
Tenho refletido!

Lua e Flor

Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...
E sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão...
Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...
Eu amava
Como amava algum cantor
De qualquer clichê
De cabaré, de lua e flor...
Eu sonhava como a feia
Na vitrine
Como carta
Que se assina em vão...
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...
E de repente nos deparamos com a vida querendo brincar de gato e rato.
Começamos a cantar na esperança de que realmente "Quem canta seus males espanta".
O tempo vai devagar derrubando os sonhos, os cabelos, os dentes, as pálpebras.
A idade avança, derruba e nos resta apenas lembrar.
E então eu canto novamente...
Eu amava como amava um cantor, de cabaré, de lua e flor!
Tenho cantado!
Sonhos Perdidos?!
Às vezes penso no que pensava quando era mais moço (ainda sou meio novo, mas a vida útil já diminuiu bastante) e fico analisando o que imaginava pra mim quando estivesse com a idade que tenho hoje (46 e 1/8).
É, meus sonhos eram melhores.
Tenho parado!
PS.: Odeio IE6.
A vida e o luto eterno
Uns nascem, outros vivem, outros morrem.
Risos, lágrimas, dúvidas.

Uns lutam pra viver, outros desistem da vida.
É assim a vida com seu luto eterno.
A Morte

Morte, essa certeza incerta que me faz querer correr e chorar. Tantas dúvidas pairam nesse acontecimento que ocorre desde os primórdios da vida e nós, seres humanos, que já descobrimos tantas coisas ainda não aprendemos a evitá-la ou ao menos o que tem depois dela.
As teorias são as mais diversas e adversas, mas de fato só existem as dúvidas.
Morte, que faz as lágrimas rolarem (e como rolam acidamente), gritos aparecerem e o fim é anunciado. É como se parte de alguém fosse cortado.
Essa morte que me traz medo, espanto, curiosidades, ansiedade me faz lutar pela vida e me dá forças pra que quando eu cair nos braços dela eu tenha realizado ao menos um sonho, o de ser feliz de verdade!

Realidade X Ilusão – Round Eterno 2
- Bruno Belchior disse...
- Em outras palavras... NÃO ME DESCONECTEM DA MATRIX...
Acima um comentário de um leitor/colaborador do blog.
O que digo?
É verdade meu caro, e deixe eu viver minha loucura!
Olhos Fechados
Alaor Filho/AE
Edna Ezequiel, mãe de Alana, chora ao saber da morte da filha
Fechei meus olhos para ignorar o mundo, pra ignorar a verdade, pra ignorar a humanidade.
Quando eles ainda viam, ah! eles já viram, eu contemplava a barbárie humana. Via sangue correndo e escorrendo pelas esquinas. Via a morte parceira da vida.
Já vi beijos, abraços, carinhos e amassos que amassaram e deformaram amores, sonhos.
De um sorriso um brado de horror, de uma música júbilo de crueldade, de uma criança... desta vi a lágrima da inocência descer clamando ajuda no seu silêncio vibrante.
Fechei meus olhos e com ele meu coração. Não aceito mais a dor entrar em mim. Já não deixo que a compaixão me influencie.
Encho me de sofismas e acredito no que quero, do meu jeito, sem me preocupar mais com nada.
Ei motorista, percebes tu que o mundo está desgovernado?
Por favor, pare-o, quero descer.
Onde?
Na estação da paz, da liberdade, do respeito. Bem naquele lugar onde a criança sonha, o adulto é feliz e o velho demonstra seu sorriso banguela.
Ali voltarei a abrir meus olhos.
Mesmo fechando meus olhos, não consigo afastar as lembranças de terror que me cegaram pra que eu vivesse.
Então, por favor!
Pare o mundo que eu quero descer, quero abrir meus olhos e viver!
João Hélio Fernandes, de 6 anos, morreu na noite de quarta-feira após ser arrastado por 14 ruas, um trajeto de sete quilômetros que cruzou quatro bairros da zona norte do Rio. O menino foi levado pelos rapazes que roubaram o Corsa de sua mãe. O garoto ficou preso ao cinto de segurança, do lado de fora do veículo. Durante o trajeto, o menino teve a cabeça arrancada. O carro passou por um quartel do Exército, pelo Fórum e pela Policlínica da Polícia Militar. O crime causou comoção no Rio. http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/fev/09/40.htm
Agora me entedam... vou continuar de olhos fechados!
Mercado Livre
Carros, Motos e Outros
Informática
Celulares e Telefonia
Eletrônicos, Áudio e Vídeo
Câmeras e Foto
Acessórios para Veículos
todas as categorias











