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dezembro 05th, 2009 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Imagem - Blog TV, Cinema e Música

Já virou brincadeira a expressão Toca Raul!

Artistas gravam músicas falando do tema (Ouça Pedra Letícia – Eu não Toco Raul), jornais e revistas sempre que tem a oportunidade falam sobre o bordão. E em todo o lugar que tem alguém tocando alguma coisa sempre terá aquele que grita: TOCA RAUL!, seja onde se toca sertanejo, pop, rock, axé, etc…

Raul Seixas é considerado o pai do Rock no Brasil. Entre seus altos e baixos, 20 anos após sua morte ainda há uma legião de fãs que cantam e recantam suas músicas, sejam elas as mais conhecidas ou aquelas que nem pensamos que exista.

Alguns dizem que isso é saudosismo, que é valorizar o artista depois de morto, mas pra mim é simplesmente amar o que é bom.

O bom é eterno, ainda mais quando nos deparamos com a qualidade das músicas hoje, onde poucas estão se salvando.

Abaixo, uma lista de reprodução com o programa Por Toda Minha Vida da rede Globo, onde basta clicar pra carregar os vídeos e todos serão reproduzidos em sequência.

PS.: Em alta qualidade.

Vídeo postado pelo usuário brasildigitaltv no Youtube

Agradecimentos:

 À Rede Globo que exibiu essa grande homenagem ao mestre Raul Seixas;

 

 

 Ao usuário do Youtube Brasil TV Digital e ao Youtube que nos permite guardar essa relíquia pra posteridade.

outubro 14th, 2009 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar-me em armas contra o mar de angústias – e, combatendo-o, dar-lhe fim?

Morrer; dormir; Só isso.

E com sono – dizem – extinguir dores do coração e as mil mazelas naturais a que a carne é sujeita; eis uma consumação ardentemente desejável.

Morrer – dormir – dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte quando tivermos escapado ao tumulto vital nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão que dá à desventura uma vida tão longa.

Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando e o achincalhe que o mérito paciente recebe dos inúteis, podendo ele próprio encontrar seu repouso com um simples punhal?

Quem agüentaria fardos gemendo e suando numa vida servil, senão porque o terror de alguma coisa após a morte – o país não descoberto, de cujos confins não voltou jamais nenhum viajante – nos confunde a vontade, nos faz preferir e suportar os males que já temos, a fugirmos para outros que desconhecemos?

E assim a reflexão faz todos nós covardes.

E assim o matiz natural da decisão se transforma no doentio pálido do pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, refletidas demais, saem de seu caminho, perdem o nome de ação.

(Hamlet, Ato III, cena 1)

“Tava lendo aqui, achei interessante a interpretação sobre o sentido da vida, e o medo da morte e do desconhecido como proposito a este sentido!”
Helder Delfino

setembro 29th, 2009 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Em homenagem aos 120 anos da poetisa Cora Coralina, posto aqui uma pequena homenagem.

Goiana com orgulho, Cora Coralina é uma das pessoas que nos fazem admirar a vida e entender que muita idade não é sinal de pouca vitalidade.

Não sei …se a vida é curta
ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas

Cora Coralina

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Minha cidade

Goiás, minha cidade…
Eu sou aquela amorosa
de tuas ruas estreitas,
curtas,
indecisas,
entrando,
saindo
uma das outras.
Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.

Eu sou aquela mulher
que ficou velha,
esquecida,
nos teus larguinhos e nos teus becos tristes,
contando estórias,
fazendo adivinhação.
Cantando teu passado.
Cantando teu futuro.
Eu vivo nas tuas igrejas
e sobrados
e telhados
e paredes.

Eu sou aquele teu velho muro
verde de avencas
onde se debruça
um antigo jasmineiro,
cheiroso
na ruinha pobre e suja.

Eu sou estas casas
encostadas
cochichando umas com as outras.
Eu sou a ramada
dessas árvores,
sem nome e sem valia,
sem flores e sem frutos,
de que gostam
a gente cansada e os pássaros vadios.

Eu sou o caule
dessas trepadeiras sem classe,
nascidas na frincha das pedras:
Bravias.
Renitentes.
Indomáveis.
Cortadas.
Maltratadas.
Pisadas.
E renascendo.

Eu sou a dureza desses morros,
revestidos,
enflorados,
lascados a machado,
lanhados, lacerados.
Queimados pelo fogo.
Pastados.
Calcinados
e renascidos.
Minha vida,
meus sentidos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,
têm, aqui, suas raízes.

Eu sou a menina feia
da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha.

Biografia de Cora Coralina

Leia também: Exposição marca os 120 anos do nascimento de Cora Coralina

Não deixem de acessar Casa de Cora Coralina


agosto 13th, 2009 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Diante dos vários acontecimentos que surgem e ressurgem  no Senado Nacional, dois ex-presidentes estão no centro de várias discussões.

Como é de conhecimento de todos, José Serney é a figura alvo das facas atiradas, e o outro é Fernando Collor que protagonizou um circo de horrores com Pedro Simon ao discutirem no Senado (clique aqui pra ver).

Mas não é de hoje que Fernando Collor causa arrepios ao falar, não só por sua ótima oratória, mas com o ardor ao qual expressa suas palavras, como se fosse o dono da verdade.

No vídeo abaixo uma entrevista clássica do Ex-Presidente à Repórter Sônia Bridi da Rede Globo.

É, nas palavras a santidade parece ser fácil de ser conquistada.

Graças ao Jacaré Banguela