Acredito que muita gente já ouviu falar de populismo, um governo ou político populista. Apesar de ser uma prática política um pouco defasada, ainda podemos encontrar alguns espécimes na América Latina (por que será hein?!) e até mesmo em países desenvolvidos.
Para defini-lo, não usarei definições de dicionários ou enciclopédias. Darei a definição segundo meu ponto de vista. Então vamos lá: Populismo é uma forma de governo na qual seus praticantes tentam convencer a massa populacional menos privilegiada de eleitores que suas propostas de governo irão beneficiar imensamente essa faixa da população, concedendo-lhes mais direito, privilégios e “aumento de sua renda”. Após serem eleitos, políticos dessa classe utilizam de seus privilégios para dar algumas “esmolas” a seus eleitores e para manter a classe média/alta sob controle, lhes oferecem diversas vantagens, como cargos públicos, facilidade em contratos com o governo federal/estadual/municipal, dentre outros artifícios. No geral, esse tipo de gestão provoca um aumento desordenado de gastos públicos, já que consideram um modelo de estado paternalista, daquele tipo que o governo deve oferecer a população benefícios sociais que talvez um sistema capitalista puro não lhes concederia (isso soa familiar?), dentre eles, aumentos irreais de salários, principalmente de funcionários públicos.
O maior problema é que, como disse um economista que agora não me lembro o nome, “não existe almoço de graça”, ou seja, alguém terá de pagar a conta de tanta bondade. Antigamente, alguns países, inclusive o Brasil, chegavam a uma conclusão aparentemente fácil, a impressão de papel-moeda. Entretanto, essa atitude é num tiro no pé, já que provoca aumento da inflação. Um exemplo:
Considere uma cidade que possui uma moeda própria. Daí, para tentar agradar a população e seu futuro apoio político, o prefeito decide aumentar o salário de seus funcionários. Como a economia municipal não tem montante suficiente para honrar a dívida, passa a imprimir mais papel moeda. Beleza, seus funcionários receberam com o aumento e irão consumir mais. Então eles irão gastar seu salário na padaria, açougue, supermercado, etc. Como o poder de compra da população aumentou, logo acabarão os estoques do comércio desestabilizando a relação oferta/demanda. Alguns comerciantes mais espertos, sabendo que irão ter para quem vender o seu produto, sem possibilidade de sobra, aumentam o preço de sua mercadoria, logo, os demais comerciantes seguem o exemplo. Este aumento do preço que os comerciantes desse município fictício aplicaram em seu produto, pode ser considerado como inflação.
Uma segunda alternativa para que o governo banque práticas populistas é o aumento de impostos ou desvio de orçamentos estratégicos de médio e longo prazo para cobrir despesas de pequeno prazo, o que acaba comprometendo o desenvolvimento estratégico da nação.
Daí pode chegar a uma conclusão: governos populistas podem ser muito bons em curto prazo para a população carente, mas em longo prazo é um desastre, como podemos notar na Venezuela, Grécia, Argentina, Cuba…
Alguns políticos não se consideram populistas, mas sim estadistas, mas isso é assunto para outro café.












