Amizade, Crônica, Pessoal, Poesia

Felicidade, vida, fé e Anjos

Autor:

Sei que o ceticismo é enorme entre a humanidade, bem como a fé.

Eu me considero uma pessoa de fé, apesar de as vezes ter em mim a prevalência da desconfiança e deixo de ter a certeza necessária pra se dizer: Tenho fé.

Não somente eu, mas as pessoas de um modo geral mudam muito de opinião, porém todas tem em si alguma base, um centro de apoio pra que elas, mesmo mudando as atitudes sejam elas mesmas.

Pra uns, olhar as estrelas e imaginar o inimaginável é o mesmo que direcionar-se por um mapa rumo à felicidade. Pra outros, o trabalho é a felicidade, pra outros, a fé e assim sucessivamente.

Minha felicidade, mesmo que as vezes queira escapar, foi encontrada na fé, no amor próprio e no amor ao próximo. Encontrei-a na certeza de que sou capaz de vencer, no sorriso de uma criança, no gatinho que brincava com o novelo de linha, no espinho da linda rosa vermelha.

Tantos foram os pequenos motivos que tornaram meu viver mais grandioso e gracioso.

Desde criança ouço dizer que homem não chora! Então, eu sou homem e não chorarei, apenas darei urros acompanhados de lágrimas.

Estou falando de choro pelo fato de eu agora estar diante do que realmente me faz chorar, não de tristeza, mas de agradecimento, alegria. O que me faz chorar é o amor.

Talvez pra uns o que digo seja incompreensível, pra outros anomalia, pra mim é a vida, pura e bela, mas é a vida.

Há tempos, quando eu não era feliz e desconhecia o amor, simplesmente esperava que tudo terminasse, um término sem começo, sem meio e provavelmente um fim sem fim.

Aprendi então a amar, e com isso encontrei a felicidade, e o mais interessante é que descobri que realmente existem anjos e eles estão tão próximos de nós e muitas vezes passam desapercebidos.

Eu estou falando com conhecimento de causa, não é algo fruto de minha alucinação sóbria não, de maneira alguma.

Ao assistir o filme cidade dos anjos pude então compreender que realmente os anjos estão ao meu lado.

Pra mim os anjos são meus amigos, familiares…

Meu sobrinho, pequenino é o anjinho mais puro que conheço (ao menos por enquanto);

Minha mãe é a anjo chefe. Que poder, que força ela tem, meu Deus.

Meus irmãos, são assim, meus irmãos, anjos irmãos (não entendo, é tão difícil falar de irmãos);

Meu pai é o anjo maluco beleza.

Meus amigos são os anjos que escolhi pra mim, e não citarei nomes, mas cada um sabe o que representa pra mim.

Meus anjos, amo vocês.

Desculpem se fui pessoal neste texto, mas isso não poderia passar em branco…

Crônica, História, Informática, Pessoal

Mais esse tal de computador!

Autor:

Dedos em movimentos frenéticos que parecem ter vida
própria e sincronismo ensaiado como se ensaiam passos de tango. Em movimentos
quase que impecáveis (pros pecados existem o backspace ou o del) letras
vão aparecendo na tela.

De repente uma voz já fragilizada pela impiedade do tempo se arrisca
a opinar:

– Mas esse tal de computador é danado mesmo né sô?!

– É! Normal! – Diz a voz da razão que já não
se expressa muito em oratória e sim com o movimento dos dedos, mas não
é LIBRAS e sim TECLAR.

Porém a frase não é uma mera frase, é uma algo que
denuncia uma história, uma vida. Frase que não conhece o computador,
mas vê o “tal do computador”.

A denúncia oral gera reflexão, não dos dedos, mas da mente
quase controlada por eles. Afinal… Como é que esta pessoa chama o computador
de tal?

Absurdo é!

Chamar o computador de tal se o tal já sou eu, ou você que não
vive sem o tal, ou melhor, é um dos tais que não vive sem o computador.

Revoluções, facilidades e toda uma gama de transformações
sociais surgiram e “já nem sei se meu melhor amigo é homem
ou mulher, afinal este usa um nick unissex”.

Será então que para a pessoa que o computador não passa
de um tal a felicidade é mais simples?

Será como essa pessoa viveu sem essa maravilha?

O inteligente sou eu que “domina” a máquina.

Quem é esse tal que chama meu computador de tal?

Ah! Deixa pra lá, só posso fazer este texto lido por vários
por causa da internet, e tem mais, que se dane esse tal, vou é continuar
a teclar, afinal só tem doze horas que estou com meu amigo computador…

…Cristiano da Silva “edeugalho”