janeiro 30th, 2010 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Uma Prosa Com Meu AvôO Livro Uma Prosa com Meu Avô é um livro gostoso de ser lido. Nos remete a histórias caipiras de um tempo em que fogão a lenha era usado pra ferver o Café. Em que a Maria Fumaça reinava e a simplicidade era o modo de vida de uma gente que hoje, quando nos conta seu passado nos faz rir e desejar viver ao menos um dia daquela forma gostosa e com amigos simples.

São 38 causos contados por Luiz Carlos Rodrigues de forma bem humorada e saudosista.

Em foco o interior do estado de Goiás, quando o estado ainda recebia muitos imigrantes mineiros e paulistas.

Uma Prosa com Meu Avô é um livro de leitura rápida e gostosa aconselhada para todas as idades.

Onde comprar: Livraria Didática – Rua 4, 789 QD 22 Lt. 54 St. Central – Goiânia GO. Fone (62) 3223-6623.

Pela internet: Site da Livraria Didática

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janeiro 22nd, 2010 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Por Eduardo Galeano, em Resumen Latinoamericano, via Resistir.info

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.

O voto e o veto

Para apagar as pegadas da participação estadunidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.

Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.

O álibi demográfico

Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Porto Príncipe, qual é o problema: – Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.

E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado… de artistas.

Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.

A tradição racista

Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objetivos: cobrar as dívidas do Citybank e abolir o artigo constitucional que proibia vender as plantations aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização”. Um dos responsáveis pela invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: “Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses”.

O Haiti fora a pérola da coroa, a colônia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro”.

Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro “pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras”.

A humilhação imperdoável

Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.

A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.

O delito da dignidade

Nem sequer Simón Bolívar, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.

Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um gênio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pênis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdão por haver cometido o delito da dignidade.

A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

Eduardo Galeano é escritor

Categoria: Política, Preconceito, Racismo, Reflexões, Revolta  | Tags:  | Comente
janeiro 20th, 2010 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

RefrescarAqui em Goiás está tão quente que parece que o estado já está pegando fogo.

Haja sucos, picolés e ar condicionado.

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janeiro 15th, 2010 | Louco que escreveu: Cristiano Vieira

Carta - Envelope - CorreiosSabemos que os Correios Brasileiros prestam vários serviços referentes a postagens e entregas de Cartas e Encomendas, porém é desconhecido da maioria das pessoas as formas de postagem bem como os serviços adicionais oferecidos por esta empresa.

Cartas:

Carta Social: A carta social tem o valor simbólico de R$0,01, podendo ser remetido somente por pessoa física não podendo seu peso ser superior a 10 gramas, tendo o limite de cinco cartas por cliente por dia, e em não sendo localizado o endereço para entrega a mesma tem devolução garantida. Não há rastreamento para essa modalidade;

Carta Simples: Trata-se da modalidade de envio de cartas/documentos até 500 gramas, não sendo permitido o envio de mercadoria para esta modalidade. Tem devolução garantida. Não há rastreamento para essa modalidade;

Carta Registrada: Trata-se da modalidade de envio de cartas/documentos até 500 gramas, não sendo permitido o envio de mercadoria para esta modalidade. A entrega é realizada somente mediante assinatura do destinatário ou de qualquer pessoa que possua RG no endereço indicado para entrega. Seu rastreamento somente consta data da postagem e data de entrega. Esta permite serviços adicionais de Avisto de Recebimento – AR; Mão Própria – MP (ver abaixo);

Mais informações : Site dos Correios

Serviços Adicionais:

Aviso de Recebimento – AR: Serviço que lhe permite ter em mãos um comprovante escrito com a assinatura da pessoa que recebeu e a data da entrega de sua remessa posta sob registro. Ao realizar a entrega o entregador do Correios pega a assinatura do recebedor no AR que é posteriormente enviado e Remetente da Carta/Encomenda;

Mão Própria – MP: É o serviço que determina que a Carta/Encomenda somente poderá ser entregue à pessoa indicada como destinatário.

Seguro Opcional: O prêmio do Seguro Opcional é de 0,5% sobre o valor declarado por você para a mercadoria, descontado o valor do seguro gratuito. O valor máximo que pode ser segurado varia de acordo com o país de destino. O Seguro Opcional está disponível somente para envio contendo mercadorias. Entretanto, você pode enviar seus documentos como mercadoria e, assim, beneficiar-se desse seguro, se for o caso. Em caso de extravio de mercadorias os Correios indenizam o cliente pagando somente o preço da postagem, porém ao contratar este serviço no ato da postagem, caso a remessa extravie, o cliente receberá o valor da postagem, bem como o valor declarado da mercadoria enviada.

PS: Serviços como SEDEX já tem embutido o seguro, porém há um teto a ser pago ao cliente, sendo assim ao contratar este serviço o cliente deverá verificar se o valor da mercadoria é superior à cobertura do seguro e em não sendo, aconselha-se a postar a encomenda com o serviço adicional de SEGURO OPCIONAL.

Em breve trarei informações sobre os demais serviços prestados pelos Correios, tais como Telegramas, Banco Postal, Encomendas Não Urgentes e Encomendas Urgentes (Sedex);

Mais informações sobre produtos e serviços acesse www.correios.com.br

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