Então liguei e do outro lado alguém atende e diz:
- Posto de Saúde João Mendes boa tarde.
Eu respondo:
- Boa tarde João Mendes, quero falar com o Rogério Carvalho.
Então ouço o inusitado:
- É ele…
Gargalhadas!
-
Autor: Cristiano Vieira
Então liguei e do outro lado alguém atende e diz:
- Posto de Saúde João Mendes boa tarde.
Eu respondo:
- Boa tarde João Mendes, quero falar com o Rogério Carvalho.
Então ouço o inusitado:
- É ele…
Gargalhadas!
-
Autor: Cristiano Vieira

Tirinha do blog do Dr. Pepper – Blog de tirinhas com conteúdo adulto ou que podem ser ofensivas.
Autor: Cristiano Vieira
Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destino feroz, ou pegar-me em armas contra o mar de angústias – e, combatendo-o, dar-lhe fim?
Morrer; dormir; Só isso.
E com sono – dizem – extinguir dores do coração e as mil mazelas naturais a que a carne é sujeita; eis uma consumação ardentemente desejável.
Morrer – dormir – dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! Os sonhos que hão de vir no sono da morte quando tivermos escapado ao tumulto vital nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando e o achincalhe que o mérito paciente recebe dos inúteis, podendo ele próprio encontrar seu repouso com um simples punhal?
Quem agüentaria fardos gemendo e suando numa vida servil, senão porque o terror de alguma coisa após a morte – o país não descoberto, de cujos confins não voltou jamais nenhum viajante – nos confunde a vontade, nos faz preferir e suportar os males que já temos, a fugirmos para outros que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão se transforma no doentio pálido do pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, refletidas demais, saem de seu caminho, perdem o nome de ação.
(Hamlet, Ato III, cena 1)
“Tava lendo aqui, achei interessante a interpretação sobre o sentido da vida, e o medo da morte e do desconhecido como proposito a este sentido!”
Helder Delfino