Autor: Cristiano Vieira
Autor: Cristiano Vieira
Me sinto um caracol, carregando sempre minha casa nas costas.
Lentamente vou de um lugar a outro, seja a trabalho ou a passeio.
Já morei em alguns lugares. Em uns tive toda minha vida construída, em outros amizades eternas, em outros… nem me lembro.
Apesar de tanto mudar, de tanto viajar ainda não tive a oportunidade de ir em lugares que transformam minha vida, que me fazem dizer: – É aqui que quero viver.
Conheci alguns lugares belos, tais como o Rio Araguaia em Aruanã/GO, ou em outras cidades de Goiás na divisa com Mato Grosso ou ainda no Tocantins.
Conheci o mar, mas as duas vezes que fui a chuva insistia em marcar o céu e esfriar o tempo. Mas o melhor desses momentos foram as pessoas que estavam comigo.
Conheci a Serra Dourada, tendo eu ido na reserva ecológica da Universidade Federal de Goiás do município de Mossâmedes/GO. Ali por
alguns minutos entreguei minha alma a Deus, vi a cidade de Goiás Velho de longe como pigmentos brancos junto à imensidão da natureza.
Senti Deus tocar meu corpo, senti o vento soprar como um Divino Espírito. Mas ainda assim o melhor do lugar não era lugar e sim as pessoas que comigo estavam.
Sinto que por mais que os lugares onde visito sejam bonitos, sejam deliciosos, me levam a experiências espirituais, nenhum destes lugares conseguem superar as pessoas que estão a nossa volta.
Esteja eu em casa com a namorada, ou na rua com amigos, ou ainda numa canoa pescando com tios e primos… o que torna cada momento maravilhoso não é o lugar, são as pessoas, o memento…
Lugares e mais lugares ao fim do dia um abraço e a viagem valeu a pena.
Conversar, jogar ideias ao vento. Perceber o quanto o mundo é grande e nos recolhemos a um pequeno canto onde trazemos a felicidade para alardear nossos corações.
Quero ainda encontrar meu lugar, o lugar que modificará minha vida assim como fez Heleny Galati ao conhecer Istambul, mas quero mesmo é modificar minha vida a cada dia, independente do lugar mas não independente das pessoas que me rodeiam.
Autor: rita
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eunice era uma mulher cansada e resignada como muitas mulheres com casamento longo, filhos criados e sonhos não realizados.
tinha em si a mania de querer resolver as coisas de formas dolorosas e falhas, o que sempre a deixava um pouco mais cansada a cada manhã.
mas eunice era bonita.
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aprendi algo com eunice que trago comigo ainda hoje:
quando eunice se desesperava com sua vida, ela não rezava, não gritava, não pedia alivio para suas dores. eunice, arrumava a casa.
[tirava o pó, lavava, arrastava móveis]
penso que ela queria limpar a vida, porque é assim que sinto quando em desespero ao invés de morrer tiro móveis do lugar e movo rios de água!
/ rita.
p.s.
dias nublados ainda que haja sol!